Um homem de 35 anos morreu durante uma operação da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), na manhã de segunda-feira (7), no bairro Alto Alegre, em Itapeceric. A ocorrência envolve versões divergentes apresentadas pela corporação e por familiares de Guilherme Pereira da Silva.
Segundo a 7ª Região da Polícia Militar, equipes cumpriam um mandado de busca e apreensão em um imóvel quando Guilherme teria reagido à abordagem e apontado um revólver na direção dos policiais.
A PM afirma que os militares ordenaram que ele largasse a arma, mas, diante da manutenção da suposta ameaça, efetuaram disparos. Guilherme foi socorrido e levado para a Santa Casa de Misericórdia de Itapecerica, onde a morte foi constatada.
Ainda conforme a corporação, foram apreendidos um revólver calibre .32, com numeração raspada e cinco munições, além de uma pedra de crack e um cigarro de maconha.
Após a ocorrência, houve um tumulto envolvendo moradores e familiares. A Polícia Militar informou que utilizou instrumentos de menor potencial ofensivo, incluindo granadas de efeito moral, para dispersar o grupo e controlar a situação.
A Polícia Militar instaurou procedimento administrativo para apurar as circunstâncias da intervenção.
Família contesta versão da PM
Familiares de Guilherme apresentaram uma versão diferente dos fatos. Em entrevista ao Portal Gerais, eles afirmaram que o homem estava dormindo quando os policiais entraram na residência, por volta das 6h30.
Segundo a família, Guilherme estava desarmado, não teria reagido à abordagem e teria permitido que os policiais realizassem buscas no imóvel. Os parentes também alegam que não houve apresentação de mandado no momento da entrada na residência.
A irmã de Guilherme, que estava em outro quarto, afirmou que ele havia ingerido medicamentos controlados e bebida alcoólica na noite anterior. Os familiares sustentam ainda que Guilherme foi atingido pelas costas e negam que a arma e as drogas mencionadas pela PM estivessem com ele.
Essas alegações são contestadas pela versão oficial da Polícia Militar e deverão ser objeto das investigações.
Polícia Civil realiza perícia
A perícia técnica da Polícia Civil esteve no imóvel para realizar levantamentos e recolher vestígios. Os trabalhos periciais deverão auxiliar na apuração da dinâmica dos disparos e das circunstâncias da morte.
Além do procedimento administrativo instaurado pela Polícia Militar, o caso será investigado pela Polícia Civil, que poderá confrontar os vestígios e laudos periciais com os depoimentos dos policiais, familiares e demais testemunhas.
O corpo de Guilherme Pereira da Silva foi velado desde a noite de segunda-feira (7) e sepultado na manhã desta terça-feira (8), no Cemitério São Miguel.




